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A ESCOLHA DOS DADOS

Por Maira Trentin



Certa vez ouvi uma anedota sobre como uma criança acha mágico quando a mãe olha para ela e afirma: eu sei que você não tomou banho! Como ela descobriu?! Pensa a criança. E a mãe, obviamente, vendo o suor escorrido no rosto, os pés sujos de barro e as unhas com terra, fica com apenas uma hipótese: o banho não fora tomado.


O que a mãe fez foi mágica? Não. Ela se atentou aos dados da realidade. O que essa mãe fez, em micro escala, foi um processo de pesquisa. Identificou uma questão (banho), levantou uma hipótese (a criança não tomou), definiu a forma de averiguar e foi em busca de dados (sinais na criança e/ou no espaço), e chegou à sua conclusão: o banho não fora tomado. Talvez até mesmo sem olhar para a criança, ao identificar o chão do box ainda seco, a toalha estendida no lugar certo, o registro bem fechado, o tapete esticadinho no banheiro… todos sinais de que nenhum serzinho passou pelo chuveiro.


Eis um processo simples e que é aplicável a diversas das nossas ações do dia a dia. Agora, uma chave preciosa das escolhas que essa mãe fez: ela escolheu os dados coerentes para o contexto que ela estava investigando. E isso nos é muito valioso dado o cenário recorrente de falseabilidade das informações que nos chegam. Que dados coletar para nos ajudar a verificar nossas hipóteses? A quais fontes conferir importância ou credibilidade para as escolhas triviais do dia a dia como por exemplo que produtos ou alimentos consumir, ou até questões maiores como quais medidas sanitárias adotar em tempos de pandemia, ou até que candidatos escolher no momento da eleição…


Se inspire no mundo da ciência e faça como essa mãe da nossa história: escolha bem suas fontes de dados para suas hipóteses e tomadas de decisões! Um abraço e nos vemos - lemos semana que vem!



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